Dicas para pais · outubro de 2026
Mesmo pequenas, as crianças percebem que o dinheiro é usado para comprar coisas. Aproveitar essa curiosidade para ensinar a reconhecer moedas, comparar preços e guardar para um objetivo ajuda a desenvolver a matemática e também hábitos que vão servir para a vida inteira.
O que a escola trabalha
Na BNCC, reconhecer e relacionar os valores de moedas e cédulas do sistema monetário brasileiro, para resolver situações simples do dia a dia, já faz parte da matemática do 1º ano (habilidade EF01MA19). O Banco Central também mantém um programa de educação financeira para as escolas, o Aprender Valor.
1. Conhecer as moedas e as cédulas
Separe algumas moedas e notas e observem juntos: as cores, os animais das cédulas, o tamanho das moedas. As moedas em uso são de 5, 10, 25 e 50 centavos e de 1 real. Há ainda moedas de 1 centavo, que deixaram de ser fabricadas, mas continuam valendo. As cédulas são de 2, 5, 10, 20, 50, 100 e 200 reais. Comece com poucos valores e vá ampliando.
2. Brincar de mercado
Monte uma lojinha com embalagens vazias e etiquetas de preço com valores pequenos. A criança compra, paga e confere o troco com dinheiro de brinquedo ou moedas de verdade, sempre com um adulto por perto, porque moedas são perigosas para irmãos menores. É uma forma divertida de somar, subtrair e comparar.
3. O cofrinho com objetivo
Poupar fica mais fácil quando a criança sabe para quê. Escolham juntos um objetivo, como um brinquedo ou um passeio, desenhem esse objetivo e colem no cofrinho. Um cofrinho transparente ajuda a ver o dinheiro crescendo. Contar o que já foi guardado, de tempos em tempos, também é ótimo exercício de matemática.
4. Escolhas e espera
No mercado, mostre que nem tudo cabe na compra e que é preciso escolher. Comparar dois produtos parecidos ("este custa 5, aquele custa 8, qual é mais barato?") ensina a pensar antes de comprar. Esperar por algo que se deseja muito também é um aprendizado importante.
5. Mesada ou semanada?
Muitas famílias começam a dar uma pequena quantia fixa quando a criança já conta e reconhece o valor do dinheiro, por volta dos 6 ou 7 anos. Para os menores, a semanada funciona melhor, porque o prazo é mais curto. O valor depende da realidade de cada família. O importante é que a criança decida, dentro de regras combinadas, como usar o dinheiro, e aprenda com as próprias escolhas.
Fale de dinheiro com naturalidade
Explique, com palavras simples, que o dinheiro vem do trabalho e que é preciso planejar os gastos. As crianças aprendem muito observando como os adultos lidam com ele.